Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
# 24

e como se não bastassem as merdas actuais, um gajo ainda corre o risco (com 100% de aproveitamento) de escorregar para dentro de buracos-negros pretéritos

 

 



O mais peor às 14:51
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Sábado, 5 de Maio de 2012
# 23

demoro 1h menos cagagésimos (em média) para chegar à cona do costume. mas hoje, depois de esbarrar numa quantidade arbitrária de formas específicas (dois bares, um cisco de 1.76 de altura e cabelos pintados à trigo chamado Fátima, etc), ainda há pela frente uns 250 metros, metade dos quais a subir. do outro lado da rua um bando de tadinhos estão a bater fotos uns dos outros. duas gajas afastam-se do cardume, descem por um filtro de entranhas e coágulos até o ponto do auto-carro. fecho os olhos por um instante. foi sempre assim. vejo os outros eichmanneanamente; quero dizer, como a oportunidade que tenho de estabelecer as condições para mandá-los para mais longe, por mais longe que estiverem. numa forma muito menos geral de oposição, enquanto caminho, me distraio a pensar que a Fernanda Câncio é uma espécie de apeadeiro do mal, ou uma merda que da cintura para baixo funciona em estado de calamidade, o tipo de gaja que percebe sempre só metade da piada e que, invariavelmente, ostenta uma tiara de opiniões prontas sobre a cabeça. meto a mão ao bolso da jaqueta e ouço-me dizer: “não te enchourices, pá!”. a aleatoriedade das merdas não tem pontos fracos. atravesso a rua. à esquerda, o nosso reflexo num pedaço de vitrina: Lisboa e eu. à direita outra cena patética, da qual obrigo-me a participar. dois gajos a empurrar uma camioneta cona acima. primeiro o motor engasga, vibroleia, é um golfo com 100 achaques asmáticos fundidos no espanto. não há azul dos olhos que resista. tusso, cuspo, esfrego. o gajo ao lado é gordo. está bué vermelho. acho que as tripas dele vão pular da barriga a qualquer momento. somos dois cavaleiros ao invés de quatro. tudo bem. não faz mal. na tentativa de particionar ainda mais o país com outros regionalismos, menciono a tristeza da camisola que ele veste. ele sorri. tanto quanto eu, não percebe nada do que digo. faço um bocadinho mais de força. ok. os gajos agradecem, sobem na camioneta, dobram à direita e somem. volto a pensar na Fernanda Câncio. fico a perguntar-me: que conselho darias àquela puta, ó peor? não sei, acho que diria: faz falta meteres o renato teixeira e o carlos vidal a andarem ali armados em rodriguinhos sinceros assim como construir meia dúzia de quilômetros de argumentos para os afastar. e seja qual for a opinião que este gesto nos mereça, não é preciso debitar vínculos num mundo politicamente largado ao improviso. até porque a jacobinice entre os socialistas costuma supor que a existência prática de um gajo se desenvolve a partir da busca por uma lei que seja válida para todos e que a privacidade de qualquer um é só o exemplo fortuito de uma generalidade, ou como quem diz raison d'etat. bato à porta. uma. duas. oito vezes. a minha foda não está. conto os euros. desço as escadas. é só isto. não vou extraviá-los com “estados secundários”. no táxi o ringtone do black sabbath toca. não atendo. o motorista quer saber como é que fui parar ali. finjo que estou a escrever uma sms. ele fala de Lisboa. aponta pela janela: “vai encontrar tudo aqui!”. é a ocasião de parecer convencido, de concordar. faço que “sim” com a cabeça. ele continua a falar. de uma coisa eu tinha certeza, pouco a pouco ele estava me dando sono. mas não vamos por aqui derivado ao excesso de opções ao nosso dispor de o mandar para o caralho. em casa, depois de um charro e dois hambúrgueres, despejei na retrete um punhado de maispeorzinhos ainda em girino. o mais notável é que fiz isto com discrição, o que pode levar a crer que não era indispensável.



O mais peor às 16:02
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
# 22



O mais peor às 10:09
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Sábado, 28 de Abril de 2012
# 21

há muitas maneiras de aversão aos manuais. ou há apenas uma que até pode ser transversal a todas as merdas, mas isto não incapacita a ninguém de fugir com o rabo metido num canto diferente do habitual quando, a léguas de imaginar que não seja possível rir de uma discrição que gosta de comer os outros por papalvos, dá jeito dizer credível (palavra que, no frigir das merdas, utilizo apenas para faltar ao respeito).



O mais peor às 07:29
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
# 20

eu ainda acabo por apanhar uma gaja dessas, que é o que falta para que a arca fique completa.



O mais peor às 02:51
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
# 19

um colhão de meses depois, mesmo eu que não percebo um ovo da poda, posso garantir que aquilo (aquilo de ser tão cliché ao ponto de não ter força para empurrar as caravelas na direção de um outro caralho qualquer) pode acabar à coronhada. por que, no fundo, são coronhadas que levam um gajo a concluir que isto até dava uma daquelas anedotas dos cúmulos, onde dar continuidade às cenas é tão fácil como aborrecido.

 

contudo, este blogue ainda oferece uma justificação muito simples e casuística da sua existência: alguém que não rabisque um blogue não é capaz de valorar nenhum outro correctamente. o que, no limite, até significa dizer que a raiz gambozina dos argumentos é esta: sem que eu expelisse as razões para edificar vinte e tantas torres de Pisa sobre este permafrost, a dificílima tarefa de acompanhar as merdas não daria lugar a nenhum esquema suficiente para compreendê-las, o que sem fazer flores e abordando os factos nas suas dimensões específicas, implica chumbar o estágio sebastiânico a que este blogue chegou.

 



O mais peor às 22:04
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
# 18

Nem é preciso reinventar Portugal desde o ponto de vista do inferno clássico, e de pouca coisa serve validar com efeitos retroactivos uma mancha cinza com um brilho de animosidade. No entanto, reparem, no entanto, eu também gostava de dizer como é que vejo o frasco de desodorante, a caixa do Reebok (que agora é caixa de remédios), as cascas de laranja e maçã-verde no prato, o prato, o cortinado da janela. Enfim. Devia tentar dizer como é que cada coisa sobressai dum fundo, sem exagerar nada. Considerar estas merdas com clareza e atirá-las rente ao chão para as fazer saltar de ricochete até a porta, e sobretudo ordená-las em posts de 7 ou 8cm (mesmo que depois reste apenas esta impressão de palavra riscada, sem outra por cima).



O mais peor às 08:45
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
# 17

Até que enfim que me calha a vez de dizer o que penso numa controvérsia que terá de ser logo trocada por outras mais fáceis de alimentar. Apesar das muitas lapalissadas pelas quais chegamos ao epicentro da desigualdade sexual ou ao status de empata-fodas (nunca sei), não existe o mínimo de confiança meteorológica (ia dizer hormonal, mas não estou nada convencido disso) nas funções políticas dos atirados ao Rossio.

 

Reportei-me àqueles badalhocas pelo que têm de revelador - e não de representativo - da ociosidade na esquerda portuguesa ou (para deixar mais explicadinho) daquela necessidade de se partir de uma noção mais ampla para se dizer que os preconceitos são merdas que (apesar de tudo) não podem começar do zero. Claro, eu não só admito como encorajo as intenções de plenarizar em meio ao coito. Mas nem com toda a psicanálise do mundo os nexos comporiam um álibi (reparem que às vezes eu até sei o que digo). Ainda assim, caso não tenham percebido, não é isto que vai me fazer sair de casa. Sobretudo porque não há margem de manobra ou grau de responsabilidade que forneçam, a um mundo destituído de contrapartidas, elasticidade que perfaça os quilómetros recuados de quecas não dadas na última década. E tenho inclusive pachorra suficiente para lembrar-vos de que não nego a existência de lacunas e problemas substantivos ou estatutários na selectividade e relativização impostas à contabilidade interna das fodas. O que não é nem de perto nem de longe da responsabilidade dos meus deméritos. Na verdade, a minha esperteza peticionária percebeu que há um colhão de anos à sujidade nos vincos da minha vontade não há conceito weberiano ou euromillhões que a limpe.

 




O mais peor às 07:10
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Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
# 16

Ontem, em frente à Estação de Santa Apolónia, deu-me uma tremenda vontade de cagar. Fechei o cu e tentei caminhar. Mas aquele tarugo de merda (com os analgésicos e antidepressivos que desde segunda-feira me bóiam no estômago) não confirmava os propósitos, isto é, não torturava para me obrigar a revelar um facto, mas para me obrigar a ser cúmplice de uma ficção. Foi um belo fiasco. Segui todas as indicações que me deram e não encontrei a sanita. O senso comum nos diz que não há motivo para deixar ao acaso quando se pode interferir, e o sentido crítico que não me esforço por manter (e compromete-me a não falar da rulote de ninguém) não retrocede 10 centímetros na minha nem um pouco fascinante personalidade. Seja como for, quando uma pessoa resolve cagar em público, e isto é válido tanto para públicos pequenos e altamente especializados quanto para multidões que simplesmente não a entendem nem sentem necessidade de entendê-la, não é preciso salientar que não será por isso que passaremos então a preocupar-nos menos com os cabeceadores nas bolas paradas.



O mais peor às 08:10
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
# 15

o belmiro foi aquele que melhor respondeu ao pior questionário literário do mundo. ele (ele belmiro) parece ter sempre razão ao apoiar os dois cotovelos na transversalidade dos argumentos; por exemplo, quando reinvindica o valor do mourinho (coisa que fez veladamente ao recordar do cheiro a courato chamuscado que as suas sobrancelhas fumegantes libertavam ao concluir a leitura do gravity's rainbow).

 

belmiro, quando, mais tarde, essas merdas matizarem teu entusiasmo e frearem tua simpatia, descobrirás uma coisa secundária, mas importantíssima. avisa-me do que se trata.

 

gostava apenas de preveni-lo do seguinte: uma subida de dez pontos no coeficiente intelectual do mourinho poderia ter salvo a selecção portuguesa dos jogadores portugueses em pelo menos três Copas do Mundo. e uma subida equivalente no (coeficiente) de Scolari poderia ter livrado o mundo de mourinho.

 



O mais peor às 06:37
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
# 14

Uma das garçonetes com quem tenho uma amizade toda particular contou-me que o dono do estabelecimento onde (de segunda a quinta) engulo o café da manhã, costuma resmungar que eu devo ter sido educado pelos crocodilos numa fossa em algum precipício ao norte. O proprietário daquela merda é o tipo de pessoa que recebe muitos apelidos (todos eles resumindo bastante bem etapas da sua personalidade). Temporariamente o chamo de Carlos Vidal. Eu fico pensando enquanto bebo meu café: maior coincidência que esta só pode ser encontrada no facto de Hitler e Stalin medirem ambos 1,62m, não é mesmo? Aliás, a propósito de nada, sugiro que se edite em Portugal os poemas de Stalin, Castro, Mao e Ho Chi Minh num único e espectaluar volume com ilustrações da Menina Feijão (ou do Pedro Vieira). Seria um notável testemunho de que a força dos sentimentos portugueses lesiona (e muito!) seus interesses.

 



O mais peor às 08:58
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
# 13

L’amour physique est sans issue. Não é mesmo, maradoninha?

 



O mais peor às 04:06
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
# 12

Numa escala tolstoiana de operação (assim, com multidões de posts a desfilar numa direção ou noutra), uma comprida cola de bloggers que não conseguem ir além de uma reactiva e acanhada liturgia de autofelicitações, tem no fundo a consciência (e não apenas a convicção) de que o realismo socialista (um pensamento de 250 gramas, pegajoso como argila) é tão pouco entranhável numa perspectiva sem ares de curandeirismo como a façanha de se viver em Genebra com os níveis africanos de probreza, desnutrição, e o caralho (e aqui "caralho" é uma palavra que se emprega com desprezo ou não se emprega em absoluto).

O que quero e penso estar a dizer, não é apenas que eu não gosto de merdas que são ditas como se a verdade se tivesse convertido, por fim, num tema urgente, nem tampouco que a contrapartida auditiva daquele grandessíssimo naco de merda só possa ser os Deolinda, mas, sobretudo, que compreendo a pouca paciência do maradona com o carácter contemporizador e polêmico daqueles que empurram (em 100% dos casos, de um modo deliberadamente aleatório) uns conceitos contra outros destruindo a Baía da Guanabara que os separa.

Ainda assim, recomendo que peguem nos posts do António Figueira, e com eles uma vez ao mês assoem o nariz ou limpem o cu (ou intercalem). Porque (e uma parte de mim (de qualquer um) reconhece que esta recomendação foi um acto totalmente judicioso) não sei se algum dia chegaremos a ter uma imagem representativa do embotamento moral* do seu estilo, daquele estilo vesgo (devido a intensidade do seu enfoque), daquelas frases continuamente mal fodidas por exageros microscópicos. Individualmente é quanto pesa o território português, aproximadamente o mesmo que pesava aquilo que hoje é o que chamam de esforços de imaginação. Esforços que se estendem geograficamente de Lisboa até o caralho que o parta a umas quatro mil e quinhentas pulsações por hora. E isto, no meu estúpido modo de ver, é qualquer coisa como a descossaquização da Rússia. Pior: é como abrir mão de um fatalismo por outro mais ofensivo, sem apesar disto perceber o pequeno passo que dá seu estilo até àquilo que tão pouco conhece (e merdas assim, legal ou ilegalmente, são coisas (esforços) que se fazem pelo estilo, mas não por satisfações quotidianas). Seja como for, temos uma Lisboa inteira de razões para fugirmos daquela densidade claustrofóbica que nem Goya nem Gustavo Doré teriam imaginado (ou teriam?). Bom, não sei. Apesar disto, não custa nada admitir, mais ou menos explicitamente, que parece possível, inclusive iminente, que venha a pôr em quarentena o motivo pelo qual simpatizo com ele ou, pelo menos, sinto-me obrigado a compreendê-lo.

 

* Até porque a busca subseqüente, muito mais que um esforço por ser exacto, é a busca de um ritmo idôneo, mesmo que o asco que proporcione não seja rigorosamente moral.



O mais peor às 15:03
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
# 11



O mais peor às 07:12
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
# 10

O gordo com um destino de blogger (não estou a falar do maradona), apesar da palpável subida de tom e ligeira engrossada na voz, não parece estar muito à vontade com o fato de que a verdade, como todos os demais valores humanos, pode ser chutada na cara indefinidamente.

Mas, mesmo que este fracasso circunstancial não comprometa nem ponha diante do homem um sinal de menos, pode ainda se manifestar com um chiste de alcance limitado em mais um post profundo e retroactivo, perdido na imensidade da internet.



O mais peor às 08:21
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# 9

Quem se importa com o efeito social do predomínio dos sindicatos de torcidas organizadas na irrelevância que é o futebol português, deveria saber (ou pelo menos supor) que para explicar esta humilhação desportiva é preciso aduzir certas condições metereológicas que estão (sempre estiveram) inteiramente de acordo com uma não muito comovedora mescla de ingênuas expectativas pessoais com vinte e cinco segundos de sóbria reflexão.

É ridículo (ainda que totalmente coerente com as conquistas da selecção portuguesa) acreditar que as clarividências relativamente maliciosas do besugo não serão esvaziadas por uma espécie de epidemia de desinteresse selectivo.

Não tenho nenhuma esperança de encontrar uma conexão mais estructural entre estas merdas. Para isto, cavalheiros, dez quecas equivalem a trinta anos. O que, como é óbvio, em circunstâncias normais sugere uma actividade tão pouco frequente que agora, e apenas agora, é que podemos (e portanto devemos) insistir na criação (ou gerenciamento) de uma disposição que nos garanta a simpatia (ou pelo menos a neutralidade) daquele bando de anormais cheios de barbas postiças e contra-senhas que atabalhoadamente tentam mistificar a idéia de um mundo pré-mourinho. Como se as outras equipas (as do Ferguson, do Lippi, ou mesmo do Scolari) pudessem ser reduzidas a máquinas de movimento perpétuo.



O mais peor às 07:34
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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011
# 8



O mais peor às 14:54
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
# 7

tal como entendo actualmente, a minha solvência geral e confusao especifica na companhia d eum blogue adulto é tão devastadora que os conflitos são uma descrição do que eu queria que fossem, e por uma série de cabriolas e casualidades maravilhosas eu tenho amor por este blogue, ainda que (numa perspectiva stalinista) todos os campos sejam campos de exterminio



O mais peor às 20:16
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# 6 memorias

no primeiro trimestre que passei em chicago fui a uma manifestação contra a demolição de um chafariz. as pessoas discursavam por dez minutos e tinham bons modos, nenhuma obscenidade num raio de 3 quarteiroes .  fiz 17 anos 4 dias depois de realizar a primeira colonoscopia na minha primeira-segunda namorada. foi basicamente pra enrabá-la que falei em publico por 5 minutos a respeito de um chafariz que nunca tinha visto na vida. bom, o que eu disse nao foi grande coisa, mas parece que encaixou.

chamava-se camile, um nome que significa para mim o mesmo que auschwitz para um judeu



O mais peor às 04:08
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# 5 (ou porque o carlos vidal vai se tornar um homem de direita e um heterossexual razoavelmente activo)

o que basicamente o delito de opiniao naõ é é um blogue politico sem deixar de ser pessoal. todo o mundo em portugal parece sentar a bunda sobre um ponto  incognoscivel do pensanmento do seculo xx: a, digamos, especie de tolerancia dos homossexuais ocidentais ao socialismo. No ocidente os homossexuais (exceto o maradona) são todos sovietólogos, com muita saeva indignato e pouca (nenhuma no caso do 5 dias) imaginação*.

a resposta mais adequada a esses bandalhos é qualquer uma que seja eminentemente legivel e sem nenhum sentido de humor. Porqu? Porque sim, mas também porque o unico grande serviço prestado por alguem que lê varios metros de livros por semana (entenda-se: o maradona) é despertar o nosso instinto de proteção.

deveríamos portegê-lo porque, como è sabido,  o mundo é cheio de maus antecedentes. e o conteúdo destaas merdas é tão oportunamente simetrico que em 2 minutos e alguns nanosegundos a mais ou a menos qualquer um pode encontrar sem dificuldades outros cinco 5 dias, e outros cinco, e cinco mais.

felizmente a leitura dessas merdas foi o meu unico conctato com a vida proletaria. e o que posso dizer sobre elas é que são feitas de argumentos essencialmente falsos, mas que nem por isto deixam de ser instrutivos (mesmo para quem, como eu, faz parte de uma minuscula e muito detestada minoria)

 

* menos o tiago ribeiro e o antonio figueira que saõ (por contraste) quase que exclusivamente imaginativos



O mais peor às 01:01
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
# 4

travei ao ler esta merda nas primeiras linhas. o cavalheiro gosta de leitinho, reparem, "não de um leitinho qualquer" mas aquele especial (que provavelmente gruda-lhe na mandíbula, sem empoçar-lhe as covas da clavícula), e ainda queixa-se de que "ninguém lhe paga para isto". realmente aquilo é um manual de maus costumes.



O mais peor às 18:29
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# 3



O mais peor às 16:59
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# 2

a primeira merda que vaõ querer saber é  como eu fui parar na porcaria da caixa de comentarios do maradona, o que eu fazia antes de dizer as merdas, e todaa essa panasquice tipo david copperfield, mas a verdade é´que eu nao tenho uma biografia nem nada.

Eu aprendi o portugues com as putas em madri, em primeiro lugar. de 2003 para 2005 (segundo o ministerio do inteiror espanhol) o numero de putas brasileiras aumentou 80%, passando de 3.332 para 6.015. eu, para azar das ideias socialistas do carlos vidal, nao fodi todas elas. mas uma pequena boa parte, sim.

madri, todos nesta porra sabem melhor do que eu, é relativamente perto de lisboa (aproximadamente 620km). eu percorri a distancia entre essas merdas num daqueles carrinhos ingleses em companhia de uma puta, mas essa era arménia e nao brasileira. a coisa que ela mais gostava era do jacto de leite na laringe sem tirar a ponta do nabo das amigdalas. acabei largando-a em évora, porque nao era exatamente um tipo que deixasse a gente salivando o tempo todo



O mais peor às 05:53
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# 1

é assim que, sem se preocupar em carregar a world wide web com ares de behaviorismo, um gentleman cambrioleur começa um blogue

 

Wizard: Look at it this way. A man takes a job, you know? And that job - I mean, like that - That becomes what he is. You know, like - You do a thing and that's what you are. Like I've been a cabbie for thirteen years. Ten years at night. I still don't own my own cab. You know why? Because I don't want to. That must be what I want. To be on the night shift drivin' somebody else's cab. You understand? I mean, you become - You get a job, you become the job. One guy lives in Brooklyn. One guy lives in Sutton Place. You got a lawyer. Another guy's a doctor. Another guy dies. Another guy gets well. People are born, y'know? I envy you, your youth. Go on, get laid, get drunk. Do anything. You got no choice, anyway. I mean, we're all fucked. More or less, ya know.


Travis Bickle: I don't know. That's about the dumbest thing I ever heard.

 

Wizard: It's not Bertrand Russell. But what do you want? I'm a cabbie. What do I know? I don't even know what the fuck you're talking about.

 

Travis Bickle: Maybe I don't know either.



O mais peor às 01:05
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