Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

# 17

Até que enfim que me calha a vez de dizer o que penso numa controvérsia que terá de ser logo trocada por outras mais fáceis de alimentar. Apesar das muitas lapalissadas pelas quais chegamos ao epicentro da desigualdade sexual ou ao status de empata-fodas (nunca sei), não existe o mínimo de confiança meteorológica (ia dizer hormonal, mas não estou nada convencido disso) nas funções políticas dos atirados ao Rossio.

 

Reportei-me àqueles badalhocas pelo que têm de revelador - e não de representativo - da ociosidade na esquerda portuguesa ou (para deixar mais explicadinho) daquela necessidade de se partir de uma noção mais ampla para se dizer que os preconceitos são merdas que (apesar de tudo) não podem começar do zero. Claro, eu não só admito como encorajo as intenções de plenarizar em meio ao coito. Mas nem com toda a psicanálise do mundo os nexos comporiam um álibi (reparem que às vezes eu até sei o que digo). Ainda assim, caso não tenham percebido, não é isto que vai me fazer sair de casa. Sobretudo porque não há margem de manobra ou grau de responsabilidade que forneçam, a um mundo destituído de contrapartidas, elasticidade que perfaça os quilómetros recuados de quecas não dadas na última década. E tenho inclusive pachorra suficiente para lembrar-vos de que não nego a existência de lacunas e problemas substantivos ou estatutários na selectividade e relativização impostas à contabilidade interna das fodas. O que não é nem de perto nem de longe da responsabilidade dos meus deméritos. Na verdade, a minha esperteza peticionária percebeu que há um colhão de anos à sujidade nos vincos da minha vontade não há conceito weberiano ou euromillhões que a limpe.

 


O mais peor às 07:10
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