Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

# 18

Nem é preciso reinventar Portugal desde o ponto de vista do inferno clássico, e de pouca coisa serve validar com efeitos retroactivos uma mancha cinza com um brilho de animosidade. No entanto, reparem, no entanto, eu também gostava de dizer como é que vejo o frasco de desodorante, a caixa do Reebok (que agora é caixa de remédios), as cascas de laranja e maçã-verde no prato, o prato, o cortinado da janela. Enfim. Devia tentar dizer como é que cada coisa sobressai dum fundo, sem exagerar nada. Considerar estas merdas com clareza e atirá-las rente ao chão para as fazer saltar de ricochete até a porta, e sobretudo ordená-las em posts de 7 ou 8cm (mesmo que depois reste apenas esta impressão de palavra riscada, sem outra por cima).

O mais peor às 08:45
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5 comentários:
De Anônimo a 7 de Dezembro de 2011 às 08:29


De Ex-vincent Poursan a 6 de Dezembro de 2011 às 23:49
Oh rabeta... vais levar com aqueles orfãos todos em cima!!!


De gajo que não tem onde comentar a 9 de Agosto de 2011 às 23:22
já reactivavas os comentários d'A Causa, meu paneleiro


De traveca carente a 24 de Julho de 2011 às 21:06
Comia-te todo.


De Hannibal Lecter a 26 de Julho de 2011 às 13:54
Também eu, fodaçe


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