Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

# 16

Ontem, em frente à Estação de Santa Apolónia, deu-me uma tremenda vontade de cagar. Fechei o cu e tentei caminhar. Mas aquele tarugo de merda (com os analgésicos e antidepressivos que desde segunda-feira me bóiam no estômago) não confirmava os propósitos, isto é, não torturava para me obrigar a revelar um facto, mas para me obrigar a ser cúmplice de uma ficção. Foi um belo fiasco. Segui todas as indicações que me deram e não encontrei a sanita. O senso comum nos diz que não há motivo para deixar ao acaso quando se pode interferir, e o sentido crítico que não me esforço por manter (e compromete-me a não falar da rulote de ninguém) não retrocede 10 centímetros na minha nem um pouco fascinante personalidade. Seja como for, quando uma pessoa resolve cagar em público, e isto é válido tanto para públicos pequenos e altamente especializados quanto para multidões que simplesmente não a entendem nem sentem necessidade de entendê-la, não é preciso salientar que não será por isso que passaremos então a preocupar-nos menos com os cabeceadores nas bolas paradas.

O mais peor às 08:10
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