Nem é preciso reinventar Portugal desde o ponto de vista do inferno clássico, e de pouca coisa serve validar com efeitos retroactivos uma mancha cinza com um brilho de animosidade. No entanto, reparem, no entanto, eu também gostava de dizer como é que vejo o frasco de desodorante, a caixa do Reebok (que agora é caixa de remédios), as cascas de laranja e maçã-verde no prato, o prato, o cortinado da janela. Enfim. Devia tentar dizer como é que cada coisa sobressai dum fundo, sem exagerar nada. Considerar estas merdas com clareza e atirá-las rente ao chão para as fazer saltar de ricochete até a porta, e sobretudo ordená-las em posts de 7 ou 8cm (mesmo que depois reste apenas esta impressão de palavra riscada, sem outra por cima).