nem meu pai parece arrependido de ter patrocinado as minhas primeiras insônias, nem meu irmão parece incomodado em financiar as actuais. por exemplo, hoje, ao me encontrar ainda em pé a afocinhar o vidro da janela da sala às 6 da manhã, ele riu e, batendo com o jornal no meu ombro, disse “tens toda a razão, aprende-se mais em uma noite de insônia do que em um ano de roncos e atividade REM”. desgrudo a cara do vidro. tento simular um sorriso. não consigo. estou estupidamente desarmado. diante deles parece que não tive escolha.